A Cidade do Funchal acaba de assinalar os seus 498 anos de existencia - 30 após da nova era jardinista -e os “ Iniciados “ da Real e Santa Ordem da Mamadeira, senhores absolutos da Região Madeirense, cobriram as panças e peles bronzeadas com vestes cerimoniais, e lá se dirigiram ao alpendre do Município, para que o Grão-mestre dite cátedra sobre como Portugal deve ser governado. Uma vez mais, ” fez-se o tonto” e mandou para o arraial algumas dicas, esperando agora alguma reacção, numa velha táctica do” faz de conta que nada disse” Este “ democrata” com tiques de monarca absoluto, apregoa que é no voto popular que está a legitima idade do governo, o dele, mas nega sistematicamente esse mesmo principio aos Governos sucessivos de Portugal, numa arrogância doentia. Do fiel e vassalo “ periodista “ que o acompanha pelas digressões, e relatos publicados no “ Jornal da Mamadeira”, apanhamos algumas pérolas de cultivo jardinista que bem podem retratar o “ pensar” da Loja, fora os que já em privado e cada vez mais no menos privado, se apartam da linha “ oficiosa” do Grão -Mestre. Pelos ditos, dá a entender que se sente policiado, ele e as” suas” instâncias, por poderes que lhe parecem subvertidos pela maldade das ideologias jacobinas. Como quase todos os candidatos a “ pai da nação”, este nunca se esquece de citar aquilo da “ pessoa humana”, dizendo que «só existe se concebida integrada numa sociedade, interagindo-se mutuamente pessoa e sociedade». E como o líder pensa, ele também, logo arrumou as brasinhas ao seu carapau, e lá foi dizendo que “ «na lógica desta filosofia política, a descentralização acentua-se como nível superior de organização política e democrática, na medida em que, indo ao encontro da essência do centro principal de direitos e de deveres que é a pessoa humana, esta deve estar o mais próximo possível dos centros de decisão que lhe digam respeito e conforme a tipologia dessas decisões». Conhecendo a peça como conhecemos, estas palavrinhas caiem como ácido sulfúrico na cabeça de qualquer madeirense minimamente capaz de discernir uma espada preta de uma heroze,em qualquer banca de mercado. Mas, como era dia de festa maior, o Grão Mestre, fiel a ele mesmo, abriu com a navalhinha que a tia rica lhe deu, duas conchas, e de lá retirou duas soberbas pérolas, para consumo interno, a saber aquilo do “pensamento único” que impera em Portugal, explicando logo depois, e no contexto da “ sua “ Ilha o que entendia por tal. Eis o que botou, e citamos; O “pensamento único” que impera no nosso país consiste, isso sim, «em não permitir que apareçam alternativas democráticas na comunicação impropriamente dita “social”, alternativas em relação ao presente modelo de Estado corporativo com inspiração marxista, no qual, Portugal se despenhou». Como isto já é a dose conhecida, e a maioria dos ouvintes e leitores já está imune a estes devaneios, havia que redobrar a ladainha, acrescentando com o dedão gorducho apontado a Lisboa, mas escondendo os demais dedos da própria mão, em tom de vitima pascoal, que os “ poderes de Lisboa” querem ter mais poderes do que os eleitos pela soberania do povo português. «Incluso sobreponde-se-lhes, intimidando-os e controlando-os à mercê dos respectivos interesses corporativos, tornando o regime uma caricatura democrática». E para que não restassem dúvidas, acrescenta que «a Madeira vive num sistema autonómico que não atinge o nível que temos o direito de desejar mas que nos é colonialmente imposto por outra sede de decisão fora do território do arquipélago». Notem que o Grão-mestre já tem “ território” e, embora as fronteiras sejam ainda virtuais, ele já faz a distinção entre aqueles de “ dentro do território”, e os de fora. Na última etape do “ discurso faz de conta” atira o cabo que pode ai reter a nave lusa ao calhau madeirense, propondo a “ teoria” da “ unidade diferenciada” a saber, governo eu, e pagam vocês as despesas dos meus projectos grandiosos. Como há muito perdeu a vergonha, remata com esta pérola dos trezentos, em forma de provocação a 10 milhões de portugueses, insinuando que afinal não é ele o provocador, nem o filho bastardo, mas sim a Republica pela mão dos seus governantes com o fim de “ transformar a Região Autónoma numa espécie de inimigo interno, para enganar e distrair a opinião pública do Continente (...)» . Após estes engulhos, recolheu o Grão-mestre ao claustro para ser examinado pelos especialistas do psico, que certamente remeterão para a comunicação social um novo boletim de saúde versando sobre a teoria psicanalítica do sujeito.
2 comentários:
Caro MouTal
Fico à espera dos tais cartunos.:)
Um grande abraço.
Noticias fresquinhas dos Ilheus.
Quinhentos anos de portugalidade
A Cidade do Funchal acaba de assinalar os seus 498 anos de existencia - 30 após da nova era jardinista -e os “ Iniciados “ da Real e Santa Ordem da Mamadeira, senhores absolutos da Região Madeirense, cobriram as panças e peles bronzeadas com vestes cerimoniais, e lá se dirigiram ao alpendre do Município, para que o Grão-mestre dite cátedra sobre como Portugal deve ser governado. Uma vez mais, ” fez-se o tonto” e mandou para o arraial algumas dicas, esperando agora alguma reacção, numa velha táctica do” faz de conta que nada disse” Este “ democrata” com tiques de monarca absoluto, apregoa que é no voto popular que está a legitima idade do governo, o dele, mas nega sistematicamente esse mesmo principio aos Governos sucessivos de Portugal, numa arrogância doentia. Do fiel e vassalo “ periodista “ que o acompanha pelas digressões, e relatos publicados no “ Jornal da Mamadeira”, apanhamos algumas pérolas de cultivo jardinista que bem podem retratar o “ pensar” da Loja, fora os que já em privado e cada vez mais no menos privado, se apartam da linha “ oficiosa” do Grão -Mestre. Pelos ditos, dá a entender que se sente policiado, ele e as” suas” instâncias, por poderes que lhe parecem subvertidos pela maldade das ideologias jacobinas. Como quase todos os candidatos a “ pai da nação”, este nunca se esquece de citar aquilo da “ pessoa humana”, dizendo que «só existe se concebida integrada numa sociedade, interagindo-se mutuamente pessoa e sociedade». E como o líder pensa, ele também, logo arrumou as brasinhas ao seu carapau, e lá foi dizendo que “ «na lógica desta filosofia política, a descentralização acentua-se como nível superior de organização política e democrática, na medida em que, indo ao encontro da essência do centro principal de direitos e de deveres que é a pessoa humana, esta deve estar o mais próximo possível dos centros de decisão que lhe digam respeito e conforme a tipologia dessas decisões». Conhecendo a peça como conhecemos, estas palavrinhas caiem como ácido sulfúrico na cabeça de qualquer madeirense minimamente capaz de discernir uma espada preta de uma heroze,em qualquer banca de mercado.
Mas, como era dia de festa maior, o Grão Mestre, fiel a ele mesmo, abriu com a navalhinha que a tia rica lhe deu, duas conchas, e de lá retirou duas soberbas pérolas, para consumo interno, a saber aquilo do “pensamento único” que impera em Portugal, explicando logo depois, e no contexto da “ sua “ Ilha o que entendia por tal. Eis o que botou, e citamos; O “pensamento único” que impera no nosso país consiste, isso sim, «em não permitir que apareçam alternativas democráticas na comunicação impropriamente dita “social”, alternativas em relação ao presente modelo de Estado corporativo com inspiração marxista, no qual, Portugal se despenhou».
Como isto já é a dose conhecida, e a maioria dos ouvintes e leitores já está imune a estes devaneios, havia que redobrar a ladainha, acrescentando com o dedão gorducho apontado a Lisboa, mas escondendo os demais dedos da própria mão, em tom de vitima pascoal, que os “ poderes de Lisboa” querem ter mais poderes do que os eleitos pela soberania do povo português. «Incluso sobreponde-se-lhes, intimidando-os e controlando-os à mercê dos respectivos interesses corporativos, tornando o regime uma caricatura democrática». E para que não restassem dúvidas, acrescenta que «a Madeira vive num sistema autonómico que não atinge o nível que temos o direito de desejar mas que nos é colonialmente imposto por outra sede de decisão fora do território do arquipélago». Notem que o Grão-mestre já tem “ território” e, embora as fronteiras sejam ainda virtuais, ele já faz a distinção entre aqueles de “ dentro do território”, e os de fora. Na última etape do “ discurso faz de conta” atira o cabo que pode ai reter a nave lusa ao calhau madeirense, propondo a “ teoria” da “ unidade diferenciada” a saber, governo eu, e pagam vocês as despesas dos meus projectos grandiosos. Como há muito perdeu a vergonha, remata com esta pérola dos trezentos, em forma de provocação a 10 milhões de portugueses, insinuando que afinal não é ele o provocador, nem o filho bastardo, mas sim a Republica pela mão dos seus governantes com o fim de “ transformar a Região Autónoma numa espécie de inimigo interno, para enganar e distrair a opinião pública do Continente (...)»
. Após estes engulhos, recolheu o Grão-mestre ao claustro para ser examinado pelos especialistas do psico, que certamente remeterão para a comunicação social um novo boletim de saúde versando sobre a teoria psicanalítica do sujeito.
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